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A Paixão pela Salsa no Baila Costão 2012 – Ricardo e Alecksandra

Ricardo Garcia e Alecksandra Frankiln participam pelo segundo ano consecutivo do Baila Costão. Além da oficinas e apresentação o casal participa da coordenação da tentativa de recorde guinness de Rueda de Casino que será realizada no primeiro dia do evento (quinta, 26/07).

Em entrevista exclusiva ao Dance Muito Mais, o professor, dançarino e produtor Ricardo Garcia que também é organizador do Salsa Congress – evento tradicional e consagrado no Brasil -, conta sua história de paixão aos ritmos latinos da música às danças.

Nesses 15 anos de carreira como dançarino, professor e coreógrafo, tive muitos momentos marcantes e memoráveis, que nunca vão sair da minha lembrança e nunca vão deixar de fazer parte da minha vida.

Entre eles, sem dúvida, a maior emoção que vivi foi atuar como dançarino da orquestra de salsa cubana “Los Van Van”, uma das mais tradicionais e mais importante do mundo (em 2006, na turnê brasileira da banda).

O Baila Costão, entre os eventos que participei ou realizei, é um dos melhores, mais criativos, mais divertidos e mais importantes eventos de dança do país.

Por várias razões: reúne um enorme número de profissionais do mais alto nível, todos referência em seus estilos, e ao mesmo tempo um público muito especial que mescla profissionais de dança, estudantes, e pessoas que pela primeira vez experimentam o prazer de dançar.

Minha paixão pelos ritmos latinos começou primeiro pela música, quando eu era músico. Como guitarrista de jazz (ritmo ao qual me dedicava) conheci e me apaixonei pelo “latin jazz”, vertente que mistura o jazz à musica latina e da qual fazem parte grandes nomes da salsa como Tito Puente, Eddie Palmieri, Ray Barreto, Poncho Sanchez, entre tantos outros.

A riqueza, complexidade e a incrível força dessa música me encantaram. Depois, me apaixonei pela dança, na época ainda a lambada, que muito antes de existir como ritmo musical, era uma dança, que se utilizava de ritmos como merengue, salsa, calypso para ser dançada.

Sempre gostei de dançar, desde muito pequeno, imitava artistas que via dançando na TV. Adolescente, meu programa predileto era frequentar os bailes e domingueiras “disco” em casas e clubes de SP.

Mas foi já adulto que, após uma viagem à ainda primitiva vila do Arraial da Ajuda, em Porto Seguro, conheci a lambada e todo o clima caribenho que envolvia essa dança na época, e isso despertou meu interesse em dançar.

Depois, motivado pelo meu interesse na música latina, frequentava as tradicionais noites caribenhas no Avenida Club em SP, para assistir a Orquestra Heartbrakers (uma das únicas a tocar música caribenha no país, na época).

Mas o impulso derradeiro veio de uma mistura de paixão e timidez (não vou negar que teve mulher na parada! [risos]. Tive uma paixão por uma menina encantadora, que vi dançando lindamente uma vez, numa dessas noites de baile latino. E timidez, pela minha incapacidade de me aproximar dela, por não saber dançar. Foi nesse dia que decidi: “vou fazer aulas de dança!”. 

A menina nunca mais vi, mas descobri que tinha facilidade para aprender, e acabei, pelas mãos (e pés) de meu primeiro mestre, J. C. Violla, me tornando, muito tempo depois, profisisonal de dança.

Principais momentos da carreira de Ricardo Garcia

O primeiro trabalho como profissional, na comemoração do centenário de nascimento de Alfredo da Rocha Viana Filho, o “Pixinguinha”, coreografado por J. C. Violla, interpretando o dançarino “Duque” , da dulpa “Duque e Gaby”, (principais divulgadores e responsáveis pelo sucesso internacional do maxixe);

– A temporada no espetáculo “Bailes do Brasil” (direção de Naum Alves de Souza e coreografia de J. C. Violla), em 1977 e o prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) como melhor espetáculo de dança..

– O primeiro contato com mestres internacionais da salsa, em 2000, na Argentina, e a primeira participação num congresso internacional de salsa;

– A primeira apresentação de uma companhia brasileira de salsa – Conexión Caribe, representando o Brasil no exterior, no mesmo congresso;

– A realização do 1º Encontro Nacional de Salsa, em 2001, evento de formato inédito no país e que viria a influenciar muitos outros nos anos que se seguiram;

– O primeiro Congresso Mundial de Salsa, em 2003 (trazendo pela primeira vez, atrações internacionais ao Brasil para apresentar e ensinar salsa);

– O processo de criação que envolveu várias das coreografias, originais e inovadoras da Cia Conexión Caribe;

– Aulas de salsa para mais de 2.000 pessoas, na virada cultural de são Paulo (em duas edições), um dos maiores eventos culturais do mundo;

Matéria publicada pelo assessor de imprensa do Baila Costão 2012, Thiago Castilha para o site Dance Muito Mais.

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