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Entrevista com GUILHERME ABILHÔA – Idealizador do Floripa Summer Swing!

Nos dia 09, 10 e 11 deste mês Floripa respirou e agitou-se no swing contagiante do west coast swing, a mais nova onda que está invadindo os salões de dança do país e conquistando adeptos em velocidade exponencial.

Um dos organizadores deste que é o maior evento do gênero do Brasil e também responsável pela chegada e difusão do ritmo é o professor catarinense Guilherme Abilhôa, que o Dança Catarina traz aqui em uma entrevista exclusiva falando sobre o sucesso do Floripa Summer Swing 2012!

DC: Como e quando começou o Floripa Summer Swing?

Guilherme: O evento começou em 2010, esta primeira edição foi organizada por mim, pela Aline (Tombini) e pelo Kiko. Contudo, como o Kiko é de São Paulo a logística ficava meio complicada, por isso desde 2011 a organização é minha e da Aline somente. 

DC: Qual o grande objetivo do Floripa Summer Swing?

Guilherme: O grande objetivo é o fomento do west coast swing no Brasil, que cada vez mais pessoas estejam aderidas a este novo estilo de dança que é novo aqui no nosso país. Então a idéia é que seja um evento nos moldes dos eventos americanos, onde tem os workshops, os bailes e as competições e que as pessoas que não tem a oportunidade de estar lá fora consigam sentir como é um evento de west coast swing internacional.

DC: Como você vê a evolução do west coast no Brasil nestes anos que estás trabalhando com o ritmo?

Guilherme: Toda vez que eu penso nisso eu fico assustado, por que eu lembro que no primeiro Baila Floripa que teve west coast com professor internacional, foi a Autumn Bear e tinha só eu e o Kiko dançando. Aí começou a crescer, no primeiro Floripa Summer Swing, em 2010, foram 70 pessoas inscritas, no segundo (2011) subiu para 100 participantes e agora chegamos a 140 inscritos e mais 80 outros participantes que vieram apenas para os bailes e as competições, ou seja, um aumento de mais de 100% em apenas 3 anos. Então está crescendo bastante e também em qualidade, a gente vê, por exemplo, o Diogo e a Jéssica que são professores que estão dando aulas aqui e lá nos EUA já estão em categorias de all star que é apenas uma antes dos champions. O West Coast está crescendo de forma muito acelerada e o Brasil já está sendo respeitado como uma potência nas competições americanas do ritmo.

Todas as vezes que a gente vai lá para competir e perguntam “de onde você é?” e a gente responde que é brasileiro eles ficam eufóricos: “Brasileiro!! Que sorte! Peguei um brasileiro para dançar na competição!”Então esse reconhecimento é muito bacana.

DC: Qual é a tua expectativa com relação ao crescimento do evento e do ritmo?

Guilherme: O ritmo está crescendo exponencialmente tanto em número quanto em qualidade, cada vez mais pessoas dançando e com um nível técnico cada vez melhor.

DC: Deu para ver isso durante as competições do evento!

Guilherme: Sim, deu mesmo! No ano passado tivemos apenas 12 pessoas competindo e apenas o nível iniciante, neste ano saltamos para 65 competidores com níveis iniciantes e intermediários. A tendência do ritmo é crescer cada vez mais, já com relação ao Floripa Summer ainda não temos certeza se queremos que o evento cresça muito além do que já está, nós gostamos desse jeito mais acolhedor, de poder falar com cada um, de dar atenção a todos, conhecer e tratar todos pelo nome. Estamos cautelosos, não queremos que o evento se torne impessoal, que sejam apenas número, então estamos discutindo muito e avaliando qual será o ponto ótimo do evento, o ponto de equilíbrio, que a gente tenha um número grande de pessoas boas dançando,  pessoas que queiram conhecer o ritmo e que todo mundo consiga conversar, consiga fazer novas amizades, desfrutar ao máximo, ou seja, que o evento cresça mas permaneça aconchegante.

DC: Esse crescimento exponencial do west coast no Brasil é inegável, o que tu achas que torna o ritmo tão atrativo para os praticantes, sejam eles alunos iniciantes ou avançados e até mesmo profissionais tarimbados em outros ritmos de dança de salão? O que está trazendo tanta gente para o west coast swing?

Guilherme: Eu acho que são vários fatores, por que é uma dança muito atual, a gente usa músicas que tocam nas rádios então é mais fácil para pessoas que ainda não dançam se identificarem com o ritmo. É aquele negócio, um irmão, um pai, um amigo que vai por acaso assistir uma aula de west coast, percebe que as músicas que estão sendo tocadas na aula ele conhece das rádios e que elas podem ser dançadas a dois, olha que bacana! Isso é um dos motivos, outro é que trata-se de uma dança muito livre, dentro do seu padrão é claro, mas é também muito musical e as damas no west coast desfrutam muito mais desta liberdade, elas tem mais momentos delas, que elas podem criar, propor ao homem, por que o west coas é uma conversa entre os parceiros.

Eu costumo dizer que nas outras danças existe uma entrevista onde o homem pergunta e a mulher responde, já no west coast acontece um diálogo, a dança é construída conjuntamente pelos dois, então isso atrai muito as pessoas, tanto as mulheres quanto os homens. Eu, por exemplo, que gosto de mulheres que são pró-ativas e interativas na dança gosto muito do west coast por que aqui ela consegue me propor coisas, desafios, interagir e fazer com que a dança fique mais interessante, uma brincadeira muito mais divertida.

DC: Guilherme, que mensagem tu gostarias de deixar para quem ainda não veio no Floripa Summer Swing, para quem está afim de conhecer ou quem já dança e quer se aprimorar neste ritmo tão contagioso e envolvente?

Guilherme: Então, quero aproveitar o espaço aqui do Dança Catarina para convidar todo mundo para o Floripa Summer Swing 2013, no segundo final de semana de novembro e que já está sendo preparado com muito cuidado e carinho. Mesmo quem é iniciante ou quem nunca dançou, nós teremos uma programação especial para este público, a exemplo do que já aconteceu este ano. As aulas de 2013 serão separadas por níveis para quem nunca dançou, para quem já começou mais ainda está mais no início, para quem já é intermediário e para os mais avançados. Teremos também novas competições de J&J e Strictly Open, bailes todas as noites e muitas outras surpresas, para os nosso participantes, que já estamos planejando.

DC: Algum nome já confirmado?

Guilherme: Confirmadíssimo já as presenças sempre muito aguardadas de Jordan Frisbee e Tatiana Mollmann, que são padrinhos do evento!!

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Uma resposta para “Entrevista com GUILHERME ABILHÔA – Idealizador do Floripa Summer Swing!

  1. Excelente evento ! Muy bien organizado, con calidez humana y de danza!..Estoy muy agradecida y feliz de haber participado junto con mis dos compañeros , siendo los primeros argentinos en vivenciar un evento de estas características. Y por supuesto que en el 2013 ahllí estaremos para seguir compartiendo el west coast swing!!!! Gracias!!!!

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