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Hoy és el dia Internacional del Tango

Que és el Tango?

El tango no es solo música para escuchar o bailar mágicamente entrelazados… El tango introduce sus ritmos y cadencias sigilosamente en nuestras venas, sus letras en nuestro corazón y su apasionamiento en el alma. Por eso, el saber popular se ha encargado maravillosamente de definirlo: “El tango es un sentimiento triste que se baila” (Enrique Santos Discepolo).

“El Tango no és massivo como la salsa y lá cúmbia, el Tango… és la elite de las danzas” – Carlos Gavito

O ballet clássico das danças de salão, a mais elegante e sofisticada forma de se dançar a dois, a mais apaixonante das danças!

Há uma famosa frase no Tango que foi dita uma vez por Aníbal Troilo e que Osvaldo Pugliese gostava de repetir: “el tango te espera”. El tango siempre espera a los que aún no se animaron a explorarlo, a sentirlo, a abrazarlo. Hoy, el tango en las milongas porteñas no es recuerdo del pasado, no es un ejercicio de la nostalgia, es una práctica social, actual, popular, floreciente, y más viva que nunca….

O Tango não tem simpatizantes, tem amantes, fervorosos, intensos, apaixonados, Troilo foi profético e genial, aqueles que se animam a conhecer verdadeiramente o Tango, a mergulhar em seu sentimento, a abraçá-lo, inebriam-se de tal forma que não mais conseguem desvencilhar-se. Tango é uma paixão para toda a vida, ou você o ama, ou você ainda não o conhece de fato.

downloadPara Gavito, o que torna o Tango tão especial é o abraço. ” O abraço é o que existe de mais lindo no baile de Tango, quando digo isso, as pessoas entendem como uma coisa acadêmica, de escolas de dança, não é nada disso, na verdade o abraço deve ser entendido como o que realmente é, esse calor humano de que necessitamos cada um de nós, esse unidade com outra pessoa que ao abraçarmos podemos dizer, estou protegido, estou com alguém, não estou sozinho.”

E esta legião de milhões de tangueros espalhados pelo mundo hoje comemora o Dia Internacional do Tango, 11 de dezembro. Mas você sabe o por que deste dia?

A data é é uma comemoração ao nascimento dos criadores de duas das principais vertentes do Tango: ” A Voz” (Carlos Gardel, el zorzal criollo, ídolo e uma das mais representativas, conhecidas e importantes figuras do Tango) e “A Música” (Julio de Caro, músico, compositor, violinista e um dos grandes maestros das orquestras de Tango). E foi celebrada pela primeira vez em 29 de novembro de 1977, graças a incansável determinação de Ben Molar, uma pessoa quase mitológica na Buenos-Aires Porteña e um dos maiores defensores e lutadores da cultura do Tango.

carlos-gardel

Nesta entrevista, que trazemos em duas partes, duas lendas, dois mitos do Tango se encontram numa milonga para falar sobre… Tango, acompanhe e delicie-se com Miguel Zotto entrevistando Carlos Gavito:

E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história deste “sentimento que se baila”, vamos deixar aqui um texto que foi escrito especialmente para o espetáculo ORIGEM, de Fabiano Silveira (precursor do Tango em Florianópolis e um dos maiores e mais respeitados bailarinos brasileiros do ritmo no país),  que, pela primeira vez no Brasil, contou nos palcos a história do Tango.

ORIGEM: 

“As mais remotas raízes do Tango estão prefiguradas na alma do nosso povo”, cita o poeta Horácio Ferrer.

Como um sopro criador, uma música profana, “um ritmo bárbaro”, executada por tambores e atabaques ouve-se na Buenos-Aires do século XVIII. A dança é sincrônica, frenética, são os “candombes” celebrando a coroação dos Reis Congos que acontecem dentro dos Tangôs.

 No caldeirão cultural e efervescente da Bacia do Plata, os imigrantes europeus somam-se aos negros e a gente pobre dos campos, o candombemistura-se às habaneras e milongas e a música suaviza-se, resultando em um som mestiço, em um ritmo menos sexual, mas ainda sensual.

A música germina pelas casas de baile, pelos boliches e pelos bordéis, é o século XIX, nos teatros os atores começam a cantar e bailar o Tango; mas em público, apenas os homens bailam entre si.

Expressão popular de linguagem forte o Tango ganha os cafés e bairros do subúrbio e no entrelaçar dos fios, chega à capital francesa, centro cultural do mundo em 1910; espalhando-se e caindo nas graças da alta sociedade.

As letras, agora românticas, líricas e sentimentais, falam de alegrias e amores.

A produção se intensifica e a felicidade parece uma constante. Mas os ventos são traiçoeiros, e como um vendaval imperioso e imprevisível, a repressão militar faz calar os bandonéons. O medo, o horror e o sofrimento estampam o rosto do povo, o Tango submerge, adormece.

Os ventos alvoroçam os dias, sopram os anos e embalam os sonhos; com a luz da manhã de um novo alvorecer um músico revolucionário desperta o ritmo até então adormecido, seu nome: Astor Piazzolla.

Delineando arranjos atrevidos e timbres pouco habituais para o tango, como a introdução de guitarra; mesclando jazz e música clássica; o resultado é formidável, e a Argentina apresenta ao mundo uma de suas maiores expressões artísticas.

Foi dedilhando seu bandonéon, embaixo da chuva num dia qualquer nos idos de 1960, que Astor Piazzolla, presenteia o mundo com sua mais bela e dolorida pérola, Adios Nonino, é uma doce homenagem a seu pai, Vicente “Nonino” Piazzolla.  Vinte anos depois, Piazzola diria “Talvez eu estivesse rodeado de anjos. Foi a mais bela melodia que escrevi e não sei se alguma vez farei melhor.”

Dos Tangos e bordéis ao século XXI, o Tango; clássico ou eletrônico; com sua sensualidade provocante, arrepia desejos à flor da pele e o seu toque ousado acaricia o corpo sedento pelo abraço apaixonado.

Como toda autêntica expressão artística, o Tango desentranha nossa inexplicável condição humana, revelando a força do espírito porteño. E talvez, devido a esta verdade, hoje viva tanto nos bairros da cosmopolita Buenos-Aires, como nas academias do Japão, nas ruas de Paris, nos night-clubs novaiorquinos, nos centros culturais de Milão e aqui; no palco do Teatro Ademir Rosa, Ilha de Santa Catarina, Brasil.

Clarisse Pereira Nunes

Ilha de Sta. Catarina, 12 de fevereiro de 2009

MUY FELÍZ DÍA DEL TANGO PARA TODOS..!!!! Nos despedimos deixando uma homenagem a um dos maiores bailarinos de tango que o mundo já conheceu: Osvaldo Zotto!

 

 

 

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