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Milonga no Museu, uma ideia que deu certo!

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Percorrer 288Km de estrada com trânsito pesado de caminhões e intermináveis obras que fazem o trajeto demorar quase 4h30, estrear os novos valores dos 4 pedágios que separam Curitiba da minha linda Florianópolis, ficar menos de 24h na ilha e cair na estrada de volta no dia seguinte, tudo isso apenas para participar de um baile, vale a pena?

Vale sim! Vale muito quando a noite em questão é especial e inovadora, fruto do esforço em comum dos dois Tangueros-Chefes de Santa Catarina, Fabiano Silveira e Carlos Peruzzo (com a colaboração fundamental da Armanda Ruffino, esposa do Carlos, diga-se de passagem!). A ideia de revitalizar e despertar o interesse do público para patrimônios históricos de nossa cidade por meio da dança já vem ganhando forma nos pensamentos do professor, coreógrafo e empresário Fabiano Silveira desde a época em que restaurou o antigo casarão da rua Conselheiro Mafra esquina com a Bento Gonçalves transformando-o num belíssimo espaço cultural e onde funcionou durante muitos anos sua primeira escola de dança; no ano passado, Fabiano avançou ainda mais em seu ideal de levar a cultura aos espaços públicos históricos ao realizar suas Milongas nos Jardins do Palácio Cruz e Souza, o sucesso foi imediato, quem foi se encantou! De outra ponta, o também professor, coreógrafo e engenheiro Carlos Peruzzo, nosso querido Carlito, o mais antigo maestro de Tango em atividade na cidade, ávido por oferecer a seus alunos uma verdadeira noche de Tango, com toda a elegância e sofisticação que o ritmo pede acabou encontrando no mezanino do antigo casarão onde hoje funciona o restaurante Villa do Porto, em Santo Antônio de Lisboa o espaço ideal para a realização de suas milongas Carlos Gardel. O sucesso das milongas Carlos Gardel foi instantâneo e cativou não apenas os tangueiros mas os amantes de um bom baile, afinal o lugar é lindo, o espaço perfeito, a carta de vinhos excelente e a vista da ilha de da velha ponte Hercílio Luz de tirar o fôlego, fazendo a moldura perfeita para essas inesquecíveis noites de Tango.

Assim, a junção dos esforços destes dois entusiastas da cultura e da dança, não poderia ter um resultado diferente do que o que se viu no último sábado, a primeira MILONGA NO MUSEU, encontrou em um endereço esquecido até mesmo pelos moradores da ilha um espaço digno, lindo e sofisticado. O  Museu da Escola Catarinense (MESC), no antigo prédio que abrigou a Escola Normal Catarinense e a Faculdade de Educação e Ciências Humanas da UDESC. Construído em 1922, o casarão 196 da Rua Saldanha Marinho transformou-se no Mesc em 1992. Tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município (Sephan) e pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), o espaço havia sido totalmente restaurado em outubro do ano passado para a realização da 12ª Mostra Casa Nova.

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A Milonga aconteceu em pleno vão central do museu sob o elegante piso de mármore e emoldurada pelas belíssimas colunas coloniais e pé-direito equivalente a três andares, embora não houvesse serviço de bar no local, bons vinhos, cervejas, espumantes e é claro, muita água não faltaram, cada tanguero tratou de levar o seu suprimento e repartia com os amigos num ideia muito simpática, econômica e civilizada, a pista muito comprida e retangular obrigava o casais ao fluxo, o que foi ótimo. O espaço estava cheio e os dançarinos, de todas as idades, amadores e profissionais elegantemente vestidos bailaram muito mantendo a pista cheia até o ascender das luzes.

Enfim, uma noite realmente memorável e que valeu cada quilômetro rodado, cada caminhão circulando pela pista da esquerda atravancando o tornando ainda mais lento o trânsito e cada pedágio passado. É claro que como todo novo projeto, algumas coisas precisam ser melhoradas, como é o caso da climatização, que lamentavelmente não depende dos organizadores mas da burrocracia através de licitações para a simples compra de gás para o ar-condicionado e da iluminação, esperamos que o poder público faça a sua parte pois os fomentadores de cultura estão querendo e fazendo a parte deles, assim como o público presente.

E para fechar a noite com chave de ouro, já que estávamos na ilha mesmo, ao terminar a Milonga ainda fomos curtir o divertido baile na Dance Ímpar, com muito samba, forró, salsa e, claro, muuuito zouk sob o comando dos dj`s Rick Torri e Marlon Mariam, faço aqui um adendo para elogiar o espaço do professor João Biasotto, o lugar é realmente um dos melhores para bailes de academias e a galera animadíssima as 3h ainda estava no pique total dançando todas, lavamos a alma!!!

Parabéns ao Fabiano Silveira e ao Carlos Peruzzo que esta seja apenas a primeira de muitas noites maravilhosas que vocês estão presenteando a cidade!! E parabéns também ao João Biasotto que incansavelmente vem abrindo as portas de sua academia todos os finais de semana para que a galera tenha um excelente local para dançar e praticar!

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